Razão e revelação, postas em debate.
Do grego theós, Deus, e lógos, palavra e razão.
O título evoca as questões teológicas da escolástica — a Summa não como dogma, mas como método: perguntar, objetar, responder, e perguntar de novo. Cada episódio é um artigo: uma dúvida, as vozes que dela discordam, e a tentativa — sempre provisória — de uma resposta.
No feminino e no plural, o nome recusa a teologia única. São teológicas: muitas, em tensão, nunca encerradas.
«Não uma resposta. Um debate.»
Toda pergunta começa com uma tese.
Abrimos cada episódio com a posição que parece evidente — a resposta que a tradição, o senso comum ou a fé tomam como dada.
E logo a objeção que a desfaz.
A segunda voz contesta. Onde havia certeza, surge a fissura: o texto relido, a contradição exposta, a pergunta que não se deixa fechar.
Uma resposta — sempre provisória.
Não vencemos a disputa; habitamos. O episódio termina onde a próxima dúvida começa. Sequitur disputatio.
Onde a disputa acontece.
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